quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O que são os sonhos?

Começo este post após longa data sem escrever...

Embora o título remeta a julgar que vou respondê-lo, na verdade, estou mesmo é intrigada e,  de certa forma, procurando respostas...
(Embora acredite que para algumas perguntas, jamais existam respostas!)

Hoje, pela segunda vez sonhei com meus avós...
Na primeira vez que sonhei com os dois, minha avó falecida ano passado ainda era viva e o sonho aconteceu poucos meses antes dela falecer...

Nesta noite sonhei que estavamos na antiga residência ( o primeiro também fora lá), e conversavamos eu, meus avós falecidos e meu tio, dispostos em pontos cardeais. 
Sem especificá-los, a disposição se dava desta forma: eu e minha avó numa disposição leste e oeste e meu tio e avô norte e sul, ou vice-versa.
Conversavamos descontraidamente e riamos, meu avô deitado numa cama envolto com cobertor e nós três sentados em sofás separados. Em dado momento, meu tio repreendeu-me por falar de forma muito íntima com meu avô.
Levantando-me e indo em sua direção repliquei-o, dizendo-lhe que na verdade, o que o incomodava era o fato de poder falar daquela forma, pois tinha essa liberdade.
Com isso o momento de distração acabou e, meu avô subindo as escadas (na casa havia uma imensa escada em L) disse que ia dormir, minha avó cochilava sentada no sofá e acordando-a disse: Batchan (Avó) já são duas da manhã, vamos dormir...
Subimos os três pela escada e fomos dormir...e meu tio continuou sentado no sofá...

Anteriormente, no mesmo sonho, sonhei com mar, primeiro revolto e depois, passeando pela orla marítima, via barcos, muitos, em toda ela... Talvez nada especial para quem mora à beira-mar...

Sei que pode parecer bobagem, mas, não é intrigante como pessoas, lugares, sons e cheiros podem parecer tão nítidos e reais?

Já passou por algo parecido? Sabe algo sobre revelação de sonhos?

Agradeço se comentar...

Abraço!

PS: Dizem que é bom termos um diário de sonhos, pois muitos possuem significados. Grandes famosos como Thomas Edison, Descartes, após sonharem tiveram insights de grandes descobertas. 
Já que não custa, quem sabe não? :0)



terça-feira, 20 de julho de 2010

Akai Ito

Segundo Deus, estamos unidos por uma linha vermelha atada ao redor de nossos dedos mindinhos...e este laco do destino nao pode ser visto assim e nao ha nenhuma pista que me leve a ti...por isso, quando te encontrar, me apaixonarei por voce!

Ha algum tempo ouvi uma musica que de tanto minha filha escutar despertou-me curiosidade. Certa noite deparei-me com ela, de madrugada, ao som da musica e aos prantos. Fiquei curiosa...
Nesta segunda como estava de folga, assisti a entao novela ou dorama, como chamamos aqui, denominada Akai Ito ou traduzindo Linha Vermelha.E, diga-se de passagem, para quem conhece as novelas japonesas, drama e o que nao faltam nelas, sempre emotivas e sensibilidade a flor da pele.
Na China, uma lenda diz que todos temos uma corda amarrada no tornozelo, que é ligada a pessoa de nosso destino, no Japão esta lenda mudou um pouquinho de corda para linha/barbante, e de tornozelo para o dedo mindinho.

Tentei encontrar algo que abordasse melhor o tema, como origem da lenda e outras coisitas mas...nao foi possivel. Enfim...para quem acredita em almas gemeas, metades da laranja, e afins, ira deliciar-se com a novelinha. Afinal, ela, nos faz refletir: Sera possivel estarmos ligados a alguem antes mesmo de conhece-lo? E assim, continuar por toda a eternidade?
Linda a historia, cheia de lagrimas e tristezas, ingredientes necessarios de um bom drama.

Quem quiser ouvir um pouquinho da musica legendada em ingles, bem como flashs e so clicar no titulo!

Quem souber mais sobre a Lenda Chinesa...deixe um post!
Onegaishimasu!
See U...

domingo, 4 de julho de 2010

;-(

Outra Vez
Roberto Carlos
Composição: Isolda

Você foi!
O maior dos meus casos
De todos os abraços
O que eu nunca esqueci
Você foi!
Dos amores que eu tive
O mais complicado
E o mais simples prá mim...

Você foi!
O melhor dos meus erros
A mais estranha história
Que alguém já escreveu
E é por essas e outras
Que a minha saudade
Faz lembrar
De tudo outra vez...

Você foi!
A mentira sincera
Brincadeira mais séria
Que me aconteceu
Você foi!
O caso mais antigo
E o amor mais amigo
Que me apareceu...

Das lembranças
Que eu trago na vida
Você é a saudade
Que eu gosto de ter
Só assim!
Sinto você bem perto de mim
Outra vez...

Me esqueci!
De tentar te esquecer
Resolvi!
Te querer, por querer
Decidi te lembrar
Quantas vezes
Eu tenha vontade
Sem nada perder...

Ah!
Você foi!
Toda a felicidade
Você foi a maldade
Que só me fez bem
Você foi!
O melhor dos meus planos
E o maior dos enganos
Que eu pude fazer...

Das lembranças
Que eu trago na vida
Você é a saudade
Que eu gosto de ter
Só assim!
Sinto você bem perto de mim
Outra vez....

segunda-feira, 22 de março de 2010

Sao os principes...os pequenos!


Todo conto de fadas que se preze existe um principe. Sim, principe! Nao de cavalo branco ou vestido com armaduras e espadas, o que queremos mesmo e(h) um principe, um pequeno principe!
Ele e(h) um menino, menino que mora numa estrela, nao tem nada, nem ninguem, a nao ser uma grande arvore baoba e uns dois vulcoes. Menino delicado, sensivel,maravilhoso. Adora os pores-do-sol, porque sao ao mesmo tempo lindos e um pouco tristes.
Um dia aparece uma sementinha e ele a ve crescer e se transformar numa rosa. Ele observa atentamente enquanto ela floresce e se torna uma flor lindissima. Ele nunca viu uma rosa e, ao se tornar linda, a flor se torna muito vaidosa (como acontece as vezes com as coisas belas). Ela se pavoneia e diz: "Proteja-me do sol", e "Proteja-me do vento", e o esta levando a loucura, ate que afinal ele chega a conclusao de que nao a entende de todo. Ele a deixa e voa para outros planetas para adquirir sabedoria, descobrindo coisas sobre o amor, a vida e as pessoas.
Na terra, entre outros, encontra a raposa e assim comecou o ritual da domesticacao, que e(h) o belo ritual de entrar um no outro...

E assim o pequeno principe domesticou a raposa. E quando se aproximou a hora da partida dele...
_ Ah_ disse a raposa_ vou chorar.
_ A culpa e(h) sua_ falou o pequeno principe._ Eu nunca lhe desejei mal algum, mas voce quis que eu a domesticasse...
_ E(h) verdade_ concordou a raposa.
_ Entao nao lhe adiantou nada!
_ Isso me fez bem_ declarou a raposa_ por causa da cor dos trigais._ Depois acrescentou: _ Va olhar para as rosas de novo. Agora voce ha de entender que A sua Rosa e(h) unica no mundo. Depois volte para se despedir de mim, e eu lhe darei de presente um segredo. O pequeno principe foi embora para olhar as rosas de novo.
_ Voces nao sao nada como a Minha Rosa_ disse ele.
_ Por enquanto nao sao nada. Ninguem as domesticou, e voces nao domesticaram ninguem. Voces sao como a minha raposa quando a conheci. Era uma raposa como mil outras. Mas eu a tornei minha amiga, e agora ela e(h) Unica no mundo todo. E as rosas ficaram encabuladas.
_ Voces sao belas, mas vazias_ continuou ele. Nao se poderia morrer por voces. E(h) verdade, quem passasse distraido acharia que A Minha Rosa e(h) igualzinha a vodes...a rosa que me pertence. Mas ela em si, e(h) mais importante do que todas as centenas de voces outras rosas: porque foi A Ela que eu reguei; foi A Ela que pus sob uma cupula de vidro; porque ela e(h) que eu abriguei atras do biombo; porque foi por Ela que matei as lagartas (a nao ser duas ou tres que salvamos para serem borboletas); porque a ela que e(h) que escutei, quando se queixava ou se gabava ou, as vezes, ate quando nao dizia nada. Porque Ela e(h)A Minha Rosa.
E ele voltou para ver a raposa.
_ Adeus_ disse ele.
_ Adeus_ disse a raposa._ E eis o meu segredo, um segredo muito simples. E(h) so(h) com o coracao que se pode ver direito; o essencial e(h) invisivel aos olhos.
_ O essencial e(h) invisivel aos olhos_ respetiu o pequeno principe, para nao deixar de se lembrar...



Quem entender que entenda...
Quem for principe que compreenda...
Que rosas acharao aos montes...
Mas a rosa regada, cuidada, protegida, essa sim...sera diferente...
E principe...que tens? Uma arvore baoba e dois vulcoes?
Que importa? Se dentre tantas rosas, fora a mim que domesticastes?
Se de tantas que existe fora a mim que regastes, cuidastes e amastes como ninguem...
Grandes tao pequenos...Pequenos tao grandes!
Faz-me diferente e assim serei...trata-me como as outras que como outras serei...
Seja meu principe e assim tua rosa...para sempre e sempre serei!!!!
:-)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Complicada? Ou nos a complicamos?

Ser ou nao ser, eis a questao...

Vez ou outra converso com amigos que se dizem solteiros convictos. Estao felizes, bem resolvidos (ao menos que aparentam estar), e, sao unanimes em dizer o quanto nao trocariam suas maravilhosas vidas por nada neste mundo.
Um ate comentou que certa vez, um desses chegou a mencionar que tem verdadeiro pavor em pensar que alguem possa mudar suas coisas de lugar, mexer na geladeira entao, crime inafiancavel.
E, prosseguindo disse: O problema das mulheres e(h) achar que todos nos somos filhos e que podem mudar ou mexer onde nao devem, fora a questao de achar que podem mudar-nos, nao somos seus filhos!
Ouvindo pacientemente nao pude deixar de concordar e, realmente afirmar que muitas vezes achamos isso. Afinal, jogamos as cuecas velhas foras sem antes perguntar se eram de estimacao, achamos que o corte de cabelo nao esta adequado ou que aquele sapato horroroso que ama tanto ja estava na hora de aposentar-se, por esta razao ficou melhor no pe do pedinte de rua que no seu, coisa que ele so(h) descobre quando o mesmo pedinte aparece e damos entao o seu casaco surrado.
O que fazem as maes serem pessoas chatas? Talvez seu jeito de cobrar as minimas coisas, dar bronca quando precisa, lembrar as mesmas coisas infinitas vezes como uma vitrola quebrada...afinal, sera que realmente quem se importa conseguiria omitir-se? Nao uma vez ou outra, digo...sempre? Impossivel, eu diria...
Ha controversias, e(h) bem verdade...Ha os que querem ser tratados como verdadeiros filhos (mimados): prato feito na mesa, toalha a espera na saida do banho, roupas passadas, casa arrumada...e, ao final do dia, melhor sair com a amante, afinal ninguem dormiria com a propria mae, nao e (h) mesmo?
Relacionamentos so(h) podem ser chamados de relacionamentos quando ha envolvidos, ou seja, ao menos duas pessoas. No entanto, relacionar-se envolve riscos, alegrias, tristezas, decepcoes e tantos outros sentimentos...diria que e(h) a parte complicada da vida. Se nos isolamos no terrivel erro de achar que assim estaremos protegidos do engano, cedo ou tarde, chegaremos a conclusao de que nao se consegue viver so(h), a nao ser que tenhas vocacao para um ermitao.
Ha vida e(h) repleta de riscos e desafios e a unica coisa agora que posso filosofar e(h), talvez, por ora, afirmar, e(h) que nao somos convictos de nada e que, na verdade, somos mesmos Todos Mutantes!

Beijo,

:-)

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A(h) Sao coisas da Vida!

Quando a lua apareceu ninguém sonhava mais do que eu
Já era tarde, mas a noite é uma criança distraída
Depois que eu envelhecer ninguém precisa mais me dizer
Como é estranho ser humano nessas horas de partida
É o fim da picada, depois da estrada começa uma grande avenida
No fim da avenida, existe uma chance, uma sorte, uma nova saída

Qual é a moral, qual vai ser o final dessa história?

Eu não tenho nada prá dizer, por isso digo
Que eu não tenho nada prá perder, por isso jogo
Eu não tenho hora prá morrer, por isso sonho

Ah, ah, ah, são coisas da vida
Ah, ah, ah, e a gente se olha e não sabe se vai ou se fica...

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A FITA MÉTRICA DO AMOR

Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.

Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.

Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.

(Martha Medeiros)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

My sweet Mario...

...Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia nós percebemos que as mulheres têm instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer ...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos
todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas
as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.

(Mário Quintana)

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A Palavra

"...Sim senhor, tudo o que queira, mas sao as palavras as que cantam, as que sobem e baixam...Prosterno-me diante delas...Amo-as, uno-me a elas, persigo-as, mordo-as, derreto-as...Amo tanto as palavras...As inesperadas...As que avidamente a gente espera, espreita ate que de repente caem...Vocabulos amados...Brilham como pedras coloridas, saltam como peixes de prata, sao espuma, fio, metal, orvalho...Persigo algumas palavras...Sao tao belas que quero coloca-las todas em meu poema...Agarro-as no voo, quando vao zumbindo, e capturo-as, limpo-as, aparo-as, preparo-me diante do prato, sinto-as cristalinas, vibrantes, eburneas, vegetais, oleosas, como frutas, como algas, como agatas, como azeitonas...E entao as revolvo, agito-as, bebo-as, sugo-as, trituro-as, adorno-as, liberto-as..."

(A Palavra, Pablo Neruda, "Confesso que vivi", pg. 51.)

sábado, 24 de outubro de 2009

Arnaldo Jabor eh o tipo de homem que encanta e, as vezes, passa-se despercebido o quanto o "moco" eh vivido...pasmem, o cineasta ja esta quase na casa dos 70 anos.
Inteligente, irreverente e de um senso de humor inigualavel, tem colecionado textos e preciosidades, estampadas em todo quanto eh site na internet, verdadeiras perolas.
Quem ja nao leu, Mulher de 30, Mulheres Modernas, Eu te amo nao diz tudo?
Ainda nao leu?
Entao para o seu deleite, um dos textos sobre o assunto o qual ele mais gosta de falar (e eu mais gosto de ouvir, ler): Cronicas sobre o AMOR!



EU TE AMO... NÃO DIZ TUDO!

Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real

na sua vida,

Que zela pela sua felicidade,

Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo,

Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas,

E que dá uma sacudida em você quando for preciso.

Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou

dois anos atrás,

É ver como ele(a) fica triste quando você está triste,

E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo

uma tempestade em copo d'água.


Sente-se amado aquele que não vê transformada

a mágoa em munição na hora da discussão.

Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.

Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.

Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,

Sem inventar um personagem para a relação,

Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.

Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;

Quem não levanta a voz, mas fala;

Quem não concorda, mas escuta.

Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!


(Arnaldo Jabor)

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Eternos...

Ha pessoas...

Ha ocasioes...

Ha musicas...

Que sao...

simplesmente,...

como o vinho!




sábado, 18 de julho de 2009

Voce sabia?

Por que quem nasce no Rio Grande do Sul chama-se gaucho?




Uns dizem que a palavra vem do guarani e significa "homem que canta triste". A maioria, no entanto, aceita o termo como um sinonimo de guacho, que significa "orfao" e designaria os filhos cujos pais, uma india e um portugues ou um espanhol, haviam morrido. No principio, gaucho era a forma pejorativa usada para ladroes de gado e vadios. Servia tambem para os mesticos e indios que, fugindo dos primeiros povoamentos espanhois, cuidavam do gado. De tanto cavalgar pelas pastagens, eles se tornaram habeis cavaleiros, manejadores do laco e da boladeira. No seculo XVIII, os gauchos brasileiros foram importantes porque ocuparam as fronteiras e garantiram a manutencao destas para os portugueses. Como reconhecimento, a palavra gaucho perdeu o sentido pejorativo e passou a exaltar a coragem e o amor a terra.






E o que mais que o gaucho tem? Diga-me alguem... :-)











(Extraido de "O Guia dos Curiosos, Marcelo Duarte, Cia. das Letras)

domingo, 12 de julho de 2009

Stand by Me...

Quando a noite chegar
E a terra ficar escura
E o luar for a única Luz que se vê
Não, não vou ter medo
Não, não vou ter medo
Enquanto você ficar Ficar Comigo

E querida, querida Fique comigo, fique comigo
Fique comigo, fique comigo
Fique comigo

Se o céu que contemplamos
Despencar e cair
E a montanha Se desmoronar para o mar
Não vou chorar, não vou chorar
Não, não vou derramar uma lágrima
Enquanto você ficar Ficar comigo

E querida, querida
Fique comigo, fique comigo
Fique comigo, fique comigo
Fique comigo
Enquanto tiveres problemas
Não terás, se estiveres comigo
Fique comigo, fique comigo
Fique comigo, fique comigo
Fique comigo

sábado, 6 de junho de 2009

Carta aos meus queridos aluninhos...

A faxina em meus intermináveis papéizinhos pelas gavetas, fez-me encontrar uma carta escrita em Outubro de 2008 quando estive internada devido a uma cirúrgia.
Interessante como as palavras mesmo quando são as nossas, em determinados momentos possuem a capacidade de nos fazer refletir fazendo-nos voltar ao tempo, percebendo assim que conceitos e valores em nós fundados, podem até se perder no meio do caminho, mas jamais deixam de ser inerentes a nossa essencia.


Já fazem sete dias e nesse periodo já li e reli vários livros, desenvolvi um projeto de workshop, fiz duas músicas, fiz poemas, desenhos e o projeto da minha (possível) casa em Pardinho (seis mil habitantes)e ainda estou só na metade dos dias previstos de internação (eram duas semanas ao todo). Desse jeito serei obrigada a escrever um livro: Memórias do 11o. andar.
O interessante disto tudo é perceber o quanto não nos damos conta da capacidade que temos em ser criativos quando se há tempo hábil para isto. Nessa nossa frenética vida, o tempo é precioso, raro e quase sempre não percebido quando se há tanto para fazer, correr, falar. Recordo-me que os dias com voces eram ( ainda o são) ágeis, fast, mui rapidamente passavam-se, mal entrava em sala e já era hora de sair e saía então com a sensação de que: Puxa, eu ainda tinha tanto a dizer!
Mas aqui no 11o. andar do Enshu Byoin nenhum relógio tem pressa, as horas são longas, os dias e as noites então, Oh My God!!
Há porém nisto tudo um (mil) pontos positivos. O olhar constante da imensa janela do meu quarto, fez-me reparar em aspectos dantes esquecidos. É bem verdade, é um imenso mar de casas e prédios, trens e carros que correm contra o tempo, sirenes e pessoas. Mas, seguindo a linha do horizonte, também é possível enxergar o verde musgo das árvores, as montanhas, as cinzas nuvens e o céu que cobre toda essa imensidão.
Interessante foi redescobrir que não somos a massa somente, não somos números estatísticos, nem 1000 ou seja que número for por quilometros quadrado, somos únicos. Porque olhando para cada casinha, em cada prédio, há uma janelinha e dentro desta janelinha há alguém, com sonhos, metas, objetivos, tristezas, temores, anseios.
Li algo neste periodo muito interessante sobre isso e gostaria de transcrever-lhes:
"As grandes cidades ocidentais estão cada vez mais longe da crença fundamental no valor da alma de um ser humano. Nossa tendencia é ver a história em termos de um grupo de pessoas: classes, partidos políticos, raças e agrupamentos sociais. Aplicamos rótulos uns aos outros, explicamos comportamentos e atribuímos valores baseados nesses rótulos. Percebi que tenho visto os grandes problemas da humanidade à partir de um modelo matemático: percentuais do PIB, renda per capita, taxa de mortalidade, quantidade de médicos por mil habitantes. O amor, porém, nao é matemático, jamais poderemos calcular com precisão qual é a quantidade de bem a ser aplicada igualmente aos mais pobres e necessitados do mundo. A única coisa que podemos fazer e alcançar uma pessoa, depois outra, e mais outra, como objetos do amor de Deus!
(Trecho do Livro: Alma Sobrevivente, Philip Yancey)


Beijo,
Sandra

sábado, 30 de maio de 2009

Era uma vez uma rosa...


Passei a observá-lo a distancia...
Estou a olhá-lo por entre a fresta da porta,
cautelosamente fecho um dos olhos e permaneço na espreita,
receio que me vejas...
Lembro certa feita alguém dizer:
"Se fosses minha rosa estarias em minha redoma e passaria horas a fio observando-a."
Quem o observa agora sou eu.
Coloquei-o em uma redoma e passei a entender o sentido das palavras, no teu silenciar. Paradoxo...
Compreendi o que vi, e, entao, tardiamente "copiei" a mensagem...e o que fazias enquanto "dormia"...construías um mundo, o seu mundo, o nosso mundo?
Quem irá entender além de ti? Loucura! Certo que pensarao...
Poemas loucos, frases inpensadas possuem endereços certos e mensagens como esta, só poderiam ser emitidas a um único e exclusivo destinatário...
Nao choque, nao se assuste...ao sentir a brisa. Por vezes, mais forte do que eu...nao se contem, nao se detem...ja nao obedece ordens, faz aquilo que lhe convem!
Que importa se hoje ou agora, se amanha ou outrora, sabe- se lá o que se tem, sabe- se quem o tem e de que forma...espiritual, física, telepatia.
Se amar significa sempre querer o bem, e o bem que se faz é apartar-se, que se há de fazer? Resta continuar a amar e desejar o que de melhor se tem seja a quem te tem!
Se feliz e eu assim serei também!Serei? Diga-me alguém...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Quem está em crise?

Regina Célia em seu texto “Crise na Educação: Porque?” faz-nos refletir em diferentes aspectos: Afinal, o que está em crise? O educador? O educando? A educação? O que modifica o que? O macro o micro ou vice-versa?

A problemática em si já percorre longos anos. Mesmo em outros textos, em épocas diferentes como de Hannah Arendt intitulado "Crise na Educação" publicado no ano de 1957, é evidente que já há muito questiona-se a importância do formador de opiniões, o que é, sem dúvida, pauteado no texto de Regina Célia. Entretanto, vale lembrar que a mesma ressalta o padrão humano observado ao longo da história:


“...na Grécia de Péricles, o ideal era a formação do cidadão consciente e participante da administração de sua cidade-estado; na Roma dos césares, almeja-se formar o político loquaz e o bravo guerreiro; durante a Idade Média, era a formação do homem moralmente íntegro e do cristão temente a Deus; por ocasião da revolução comercial e, posteriormente, industrial, nas sociedades que sofreram de forma mais aguda e intensa o impacto dessa fase, propunha-se formar o burguês dotado de iniciativa e senso comercial.”



A humanidade fora mudando ao longo do processo histórico levando junto consigo seus conceitos de valores. Porém, em um dado momento esses valores se perderam e então nos transformaram nesta sociedade contemporânea que ao menos sabe para onde quer ir, que dirá, absorver conhecimentos, para ela, obsoletos.
Vemos que a problemática em si não diz respeito à métodos pedagógicos eficazes ou sistemas de ensino exemplares, o que se pauteia é: que tipo de cidadão pretendemos formar? Ou melhor colocando, estamos dispostos à faze-lo?
O Educador é aquele peixe que nada contra a maré em busca de algo que o faça sobreviver. E, se uma gota no Oceano é pouco aos olhos dos mais pessimistas, os utópicos acreditam sim, que de gota em gota chegarão lá. Se vive-se em uma sociedade corrompida que não sabe aonde quer chegar, seduzida pelo capitalismo selvagem aonde ter é mais importante do que ser, é chegado o momento onde precisamos questionar a que ponto conseguiremos influenciar o meio em que vivemos ou nos deixaremos ser influenciados por ele?
Quem está em crise afinal? A sociedade está em crise. A mesma aonde encontram-se educador e educando.
Cabe ao Educador a grande responsabilidade de decidir: Serei um agente da mudança? Ou esperarei outro Luther King, Lutero, Mandela, Madre Teresa surgirem?
Exagero? Pode ser, no entanto, se não for um agente modificador do meu micro- mundo, que dirá desta vasta extensão de mundo que Deus nos deu.
É o micro, em sua ousadia que transforma o macro, assim nos evidencia a História!