segunda-feira, 22 de março de 2010

Sao os principes...os pequenos!


Todo conto de fadas que se preze existe um principe. Sim, principe! Nao de cavalo branco ou vestido com armaduras e espadas, o que queremos mesmo e(h) um principe, um pequeno principe!
Ele e(h) um menino, menino que mora numa estrela, nao tem nada, nem ninguem, a nao ser uma grande arvore baoba e uns dois vulcoes. Menino delicado, sensivel,maravilhoso. Adora os pores-do-sol, porque sao ao mesmo tempo lindos e um pouco tristes.
Um dia aparece uma sementinha e ele a ve crescer e se transformar numa rosa. Ele observa atentamente enquanto ela floresce e se torna uma flor lindissima. Ele nunca viu uma rosa e, ao se tornar linda, a flor se torna muito vaidosa (como acontece as vezes com as coisas belas). Ela se pavoneia e diz: "Proteja-me do sol", e "Proteja-me do vento", e o esta levando a loucura, ate que afinal ele chega a conclusao de que nao a entende de todo. Ele a deixa e voa para outros planetas para adquirir sabedoria, descobrindo coisas sobre o amor, a vida e as pessoas.
Na terra, entre outros, encontra a raposa e assim comecou o ritual da domesticacao, que e(h) o belo ritual de entrar um no outro...

E assim o pequeno principe domesticou a raposa. E quando se aproximou a hora da partida dele...
_ Ah_ disse a raposa_ vou chorar.
_ A culpa e(h) sua_ falou o pequeno principe._ Eu nunca lhe desejei mal algum, mas voce quis que eu a domesticasse...
_ E(h) verdade_ concordou a raposa.
_ Entao nao lhe adiantou nada!
_ Isso me fez bem_ declarou a raposa_ por causa da cor dos trigais._ Depois acrescentou: _ Va olhar para as rosas de novo. Agora voce ha de entender que A sua Rosa e(h) unica no mundo. Depois volte para se despedir de mim, e eu lhe darei de presente um segredo. O pequeno principe foi embora para olhar as rosas de novo.
_ Voces nao sao nada como a Minha Rosa_ disse ele.
_ Por enquanto nao sao nada. Ninguem as domesticou, e voces nao domesticaram ninguem. Voces sao como a minha raposa quando a conheci. Era uma raposa como mil outras. Mas eu a tornei minha amiga, e agora ela e(h) Unica no mundo todo. E as rosas ficaram encabuladas.
_ Voces sao belas, mas vazias_ continuou ele. Nao se poderia morrer por voces. E(h) verdade, quem passasse distraido acharia que A Minha Rosa e(h) igualzinha a vodes...a rosa que me pertence. Mas ela em si, e(h) mais importante do que todas as centenas de voces outras rosas: porque foi A Ela que eu reguei; foi A Ela que pus sob uma cupula de vidro; porque ela e(h) que eu abriguei atras do biombo; porque foi por Ela que matei as lagartas (a nao ser duas ou tres que salvamos para serem borboletas); porque a ela que e(h) que escutei, quando se queixava ou se gabava ou, as vezes, ate quando nao dizia nada. Porque Ela e(h)A Minha Rosa.
E ele voltou para ver a raposa.
_ Adeus_ disse ele.
_ Adeus_ disse a raposa._ E eis o meu segredo, um segredo muito simples. E(h) so(h) com o coracao que se pode ver direito; o essencial e(h) invisivel aos olhos.
_ O essencial e(h) invisivel aos olhos_ respetiu o pequeno principe, para nao deixar de se lembrar...



Quem entender que entenda...
Quem for principe que compreenda...
Que rosas acharao aos montes...
Mas a rosa regada, cuidada, protegida, essa sim...sera diferente...
E principe...que tens? Uma arvore baoba e dois vulcoes?
Que importa? Se dentre tantas rosas, fora a mim que domesticastes?
Se de tantas que existe fora a mim que regastes, cuidastes e amastes como ninguem...
Grandes tao pequenos...Pequenos tao grandes!
Faz-me diferente e assim serei...trata-me como as outras que como outras serei...
Seja meu principe e assim tua rosa...para sempre e sempre serei!!!!
:-)

sexta-feira, 5 de março de 2010

Em nova fase...

video