terça-feira, 28 de outubro de 2008

O que é a normalidade?

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.Deles não quero resposta, quero meu avesso.Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.Para isso, só sendo louco.


Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem,mas lutam para que a fantasia não desapareça.Não quero amigos adultos nem chatos.Quero-os metade infância e outra metade velhice!Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto;e velhos, para que nunca tenham pressa.Tenho amigos para saber quem eu sou.Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos,nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

Oscar Wilde

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Para que me conheças...


... é preciso mais do que simples palavras!

Jamais me envolveria com alguém sem que antes tivesse conhecido sua essência.

Esta é como um bom perfume...nem sempre sua embalagem é atraente...

nem sempre seu rótulo é convincente...

no entanto, basta abrir o frasco e logo se percebe que é de raríssimo valor!

Porém, há o avesso da história...

existem frascos que são lindos só de olhar, realmente conseguem chamar a atenção...

mas, quando são abertos...ai...realmente deveriam ficar fechados...

A Essência vai além do que os olhos podem ver...

Além do que o ouvido possa compreender...

A Essência é o íntimo do ser...

É a última qualidade à ser procurada...

e é a única que realmente têm importancia...

porque ao fim da vida...corpos lindos se definharão...

belos frascos se quebrarão...mas, a essência...ah...a essência...

Permanecerá para sempre...à perfumar e encantar o coração!!

Beijos à todos vcs!!!

Contemplemos o que é belo!

Você já parou pra pensar...
Por vezes pego-me a filosofar...
Há tão pequeninas coisas que são quase imperceptíveis...
De tão pequenas parecem insignificantes...
E por esta razão, talvez...
A vida seja tão cheia de paradoxos, contradições...

Lembro-me da infância na década de 80...
Recordo-me de que não precisávamos de muito para sermos felizes...
Bastava cantar, bastava dançar, bastava imitar nossos ídolos favoritos e a felicidade era destino certo...
Hoje passo a contemplar as pessoas...as crianças...
e pego-me a indagar porque elas precisam de tanto para serem um pouquinho felizes...
E porque desde tão cedo...a dúvida em seus rostos a pairar...o vazio existencial que talvez só cogitassemos em pensar na casa dos 30...assolam pequenos coraçõezinhos de crianças ( pelo menos deveriam ser) que cada vez mais estão transpondo-se da curta idade infantil para a adolescente ou juvenil, e, porque não, já tão adultos, em corpos infantis...

Tanta tecnologia por vezes passa a assustar...
não que eu não aprecie, mesmo porque, sem ela, como estaria cá eu a falar com vocês?
No entanto, tanto desenvolvimento tecnológico têm-nos transformado também em máquinas...e bem vazias por sinal...
Temos perdido a contemplação do belo...as pequeninas coisas que para enxergar hoje, precisamos, como numa imensa floresta, desbravá-la horas à fio, para enfim chegar ao local pretendido...

"A contemplação do belo está morrendo", já dizia Augusto Cury.

E o que é o belo?
Belo é a flor que insiste em nascer mesmo sabendo que em poucos dias irá morrer...
Belo é o Sol, imenso, que sem pedir nada em troca, vem a cada manhã nos aquecer...
Bela é a água, incolor, insípida, fabulosa, quando sacia a sede, quando molha o corpo...quando furiosamente transforma-se em cascata, deságua no mar e encontra o Oceano...
Belo é todo aquele que por trás da máquina consegue Ser o que é com toda simplicidade e humildade...
Belo...com certeza é você, que parou...sentou...e degustou cada palavrinha desta telinha em seu computador!

Vivamos a grandeza desta Vida tão bela que Deus nos deu!

Beijo,
Sandra

Reencontrando Leon Tolstoi


Relendo "Alma Sobrevivente" de Philip Yancey, reencontrei Leon Tolstoi, romancista russo, também conhecido por suas idéias anarquistas. Figura expressiva e interessante, com a qual me identifico, em partes.Tolstoi sempre fez de tudo para andar corretamente pelo caminho, mas toda vez que prometia não desviar-se dele, via-se tomado pelo erro. Quanto mais tentava não errar, maior era o seu fracasso. Prometia coisas as quais não podia cumprir, involuntariamente. Certa vez, respondendo ao comentário de um amigo sobre seus delírios, ele o escreveu:


"Ataque-me_ eu mesmo faço isto_ mas ataque à mim, em vez de culpar o caminho que sigo e que indico a todos aqueles que me perguntam onde acho que ele esteja. Se conheço o caminho de casa e ando por ele embriagado, o caminho não deixa de ser certo simplesmente porque ando por ele cambaleante!Se não é o caminho correto, então mostre-me um outro; mas se cambaleio e perco o caminho, você deve me ajudar, deve manter-me na senda da verdade, assim como eu estou disposto a ajudá-lo. Não me leve por caminhos errados, não fique feliz por eu me perder, não se rejubile dizendo: "Olhe para ele! Disse que estava indo para casa, mas está se arrastando para um pântano!" Não, não se regozije, mas dê-me seu apoio e sua ajuda."

Leon Tolstoi em sua carta à Lev Nikolayevitch,


Beijos meus amigos...


quinta-feira, 23 de outubro de 2008

ZeN...meu estado melhor!

Através do Zen desenvolveu-se um caminho que concentrou-se na experiência direta mais do que em crenças racionais ou escrituras reveladas. A sabedoria era passada, não por meio de palavras, mas através da linhagem da transmissão direta de mente à mente do pensamento de um mestre a um discípulo. Comumente acredita-se que esta linhagem continuou ininterrupta desde o tempo do Buda até os dias de hoje.

O Zen não é um estilo de prática intelectual ou solitário. Templos e centros de prática congregam sempre um grupo de praticantes (uma sangha), e conduzem atividades diárias e retiros mensais (sesshins). Além disso, o Zen é tido como um estilo de vida, e não apenas como um conjunto de práticas ou um estado de consciência.
Para o Zen, experimentar a realidade diretamente é experimentar o nirvana.
(E, Alcançar o Nirvana é como dissolver o ego, deixar de existir como uma entidade separada do resto do mundo...)
Para experimentar a realidade diretamente, é preciso desapegar-se de palavras, conceitos e discursos.
E, para desapegar-se disso, é preciso meditar. Por isso, o zazen (meditação sentada) é a prática fundamental do Zen.Então o praticante "segue sua respiração", contando cada ciclo de inspiração e expiração, até chegar a dez. Então o ciclo recomeça. Enquanto isso, sua única tarefa é manter uma mente relaxada, aberta, concentrada mas sem tensão, e estar presente no "agora" do momento, sem se deixar levar por pensamentos ou ruminações.

Textos Zen...


O meu coração arde como fogo

Soyen Shaku (1859-1919), um roshi, mestre do Zen-budismo japonês, (ch. laoshi) da escola Rinzai, disse um dia:
«Meu coração arde como fogo. Mas meus olhos são frios como cinzas mortas».
Ele propôs as seguintes regras de vida:



De manhã, antes de vestir-se, acenda incenso e medite.

Coma a intervalos regulares e deite-se a uma hora regular.

Coma sempre com moderação e nunca até ficar plenamente satisfeito.

Receba as suas visitas com a mesma atitude que tem quando está só.

E, quando só, mantenha a mesma atitude que tem quando recebe visitas.

Preste atenção ao que diz e, o que quer que diga, pratique-o.

Quando uma oportunidade chegar, não a deixe passar,

mas pense sempre duas vezes antes de agir.

Não se deixe perturbar pelo passado. Olhe para o futuro.

A sua atitude deve ser a de um herói sem medo,

mas o coração deve ser como o de uma criança, cheio de amor.

Ao retirar-se, ao fim do dia, durma como se tivesse entrado no seu último sono.

E, ao acordar, deixe a cama para trás,

instantaneamente,

como se tivesse deitado fora um par de sapatos velhos.

Você vai aprender...


Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes, não são promessas. E comeca a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quao boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem da vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa - por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a ultima vez que as vejamos.Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.


William Shakespeare

Lições da Grande Alma...


Certa vez Arun Gandhi, neto de Mahatma Gandhi, em uma conferência na Carolina do Sul contou sobre a viagem que fez da África do Sul até a Índia, aos 12 anos, para seu primeiro encontro com o avô famoso.
Mahatma estava tentando ensinar o garoto a manter um diário de raiva.

"É normal você sentir raiva", disse o avô. "O que importa é como você canaliza esta raiva."

Ele pediu a Arun que parasse todas as vezes que sentisse raiva de alguma coisa e, no calor do momento, escrevesse todos os seus pensamentos e sentimentos. Então, no dia seguinte, depois que as emoções estivessem esfriado, ele deveria voltar e ler seu diário, refletindo como canalizar aquele poder para o bem.

"Vá em frente e tente!"Disse Mahatma.
"Escreva tudo aquilo que o deixa com raiva."

O jovem Arun, com seus 12 anos, sentiu tanto ódio por ter de passar o tempo registrando sua raiva que quebrou o seu lápis em dois e o jogou por cima do ombro. De maneira gentil, porém firme, seu avô fê-lo se sentar e deu-lhe um sermão:

_"Este lápis é apenas um toco", disse, "mas imagine se 20 milhões de meninos ao redor do mundo jogassem fora seus lápis. Pense nas árvores que teriam de ser cortadas. Pense nos trabalhadores que colocariam o grafite dentro do lápis. Pense no desperdício tão desnecessário". Mahatma pediu emprestada uma lanterna, e os dois passaram a hora seguinte agachados, procurando pelo toco de lápis.

Nas várias semanas que se seguiram, Mahatma orientou seu neto como controlar suas expressões de emoção. "Ele ensinou-me a me controlar", lembrou Arun. "Foram necessários muitos meses de prática até que estivesse pronto para voltar para casa. Mas no tempo devido, consegui perceber que aquilo estava me libertando. Eu era uma vítima desesperada de minhas próprias paixões. Naquele momento, eu estava aprendendo a ser o mestre!